Eu particularmente possuo vários defeitos em relação à Língua Portuguesa, infelizmente. Procuro falar o mais corretamente possível de acordo com a situação, formal ou não. Escrevo o melhor possível. Nunca tive aulas de gramática, porque o colégio que estudei ensina a escrever corretamente a partir da leitura. E em vez de decorar aquelas normas chatas, eu lia livros. Acho que o método foi muito bom, não sou nenhuma expert em português e suas normas, mas escrevo relativamente bem e de forma simples. Garanto que sou alfabetizada, o que para o MEC é simplesmente saber ler, escrever e interpretar.
E o que eu quero passar para o meu filho? Quero que ele respeite a língua portuguesa, que aprenda lendo (com certeza nenhum livro recomendado pelo MEC). Não quero que ele ache que pode chegar a uma padaria e falar para a atendente: “E aí, me dá uns dez pão.” Seria tanta utopia ensinar como eu aprendi? A comunicação não fica mais eficiente se ele chegasse assim: “Bom dia, eu gostaria de dez pães, por favor.”
Segue abaixo o link para a matéria que eu li na Folha.com do dia 14/05/2011, com o título: “Livro distribuído pelo MEC defende errar concordância”:
Não acho que a fala deve ser exata como a escrita. Mas com certeza deve ser correta. Pode ser abreviada, simples, mas falar os livro, os pão, isso dói aos meus ouvidu. Né miguxuuu!
Ninguém merece!
Ah claro, ainda vão dizer que é preconceito linguístico.
Depois tem gente reclamando que os filhos são mal educados, não respeitam ninguém, agridem professores, as meninas saem dando pra todo mundo, os meninos não tem respeito pelas mulheres, e a sociedade se pergunta por que isso acontece. Em minha opinião essas coisas acontecem porque a educação dos nossos filhos é negligenciada pela família e pelo Estado. E aceitar que o falar errado é um detalhe a parte da escrita, é mais um passo para a ignorância.
Meu filho felizmente não vai à escola, mas se fosse, será que eu poderia processar o Estado por abandono intelectual? Além do MEC não saber escrever, agora não sabe falar, e quer ensinar isso ao meu filho?
Eu posso não ser nenhum gênio em português, mas tenho certeza que os grandes gênios da literatura, irão ensinar meu filho a falar e escrever corretamente de acordo com cada situação. Pelo menos ele estará livre das tentativas do MEC de deixa-lo ignorante e doutrinado.
De acordo com o texto abaixo, retirado da Folha.com, a escrita não é o espelho da fala, e para o próprio MEC que escreveu o segundo paragrafo, você pode falar de qualquer jeito ai pô, que tá tudo na boa. Nóis vai tudo compra déis pão.
Segundo o MEC, o livro está em acordo com os PCNs (Parâmetros Curriculares Nacionais) --normas a serem seguidas por todas as escolas e livros didáticos.
"A escola precisa livrar-se de alguns mitos: o de que existe uma única forma 'certa' de falar, a que parece com a escrita; e o de que a escrita é o espelho da fala", afirma o texto dos PCNs.
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